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40 Anos a Desfazer Opinião
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Isto É Uma Lista

E, no entanto, nem todas as listas são de 2015. Algumas são peças do 'património imaterial' da singularidade.
Glen Campbell - Wichita Lineman
Patsy Cline - Crazy
The Beach Boys - Busy Doing Nothing
Marvin Gaye - Distant Lover
The Temptations - Just My Imagination
Kevin Ayers - May I?
Graham Gouldman - The Impossible Years
Thunderclap Newman - Something In The Air
The Monkees - The Purpoise Song
Robert Wyatt - PLA

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Uma Trufa Por Dia...

Primeiro disco da fase 'psychedelic soul' a reentrar em águas nacionais. E uma quase obra-prima do notável período em que a entrega da produção a Norman Whitfield ditou uma reviravolta na carreira do quinteto de Otis Williams. Mas também na concepção global da música soul: desde então, uma linguagem minimalista ao sabor dos ventos do psicadelismo e de África, com papel narrativo fundamental para o silêncio. Não será, aqui, de excluir, ainda, a marca da revolução de Sly Stone: na organização colectiva da música e na natureza da interacção nas frentes vocal e instrumental. Pois que venha o resto do 'ouro': "Puzzle People", "Psychedelic Shack" (talvez, o mais 'álbum' da série), "Sky's The Limit", "Solid Rock", "All Directions" (o de "Papa Was A Rolling Stone"), "Masterpiece" e "1990" (este, gravado, já, sob protesto, pelo protagonismo assumido pelo produtor).

terça-feira, 20 de maio de 2014

Uma Trufa Por Dia...

Houve um tempo em que -antes da Paciência- o Céu era o Limite. A corrida à Lua, as promessas de turismo espacial e 'some other stuff' transferiam o paradigma escapista do Oceano Pacífico para a Via Láctea. Nos domínios da música, as digressões espaciais andaram, mesmo, tão perto quanto podiam dos confins do Universo. E, aí, a música negra seguíu, com gosto, o sinal dos tempos. Uma nova vaga de produtores-conceptualistas aproveitou a veia cósmica de grupos como Parliament, The Undisputed Truth e The Temptations para idealizar uma síntese afro-funk de vocação futurista. Este 'giant step' para a música negra incluía uma notável versão do futuro clássico "Smiling Faces Sometimes": uma das primeiras grandes canções de denúncia da traição, no 'aftermath' do Black Power. Norman Whitfield e Barrett Strong, a dupla-maravilha da 'psychedelic soul', como sempre, à frente das operações.