James Blood Ulmer podia ter sido um discípulo de Hendrix e Sharrock, se não trouxesse já Paul Bley e Art Blakey na bagagem. De matéria-prima não carecia para erguer um edifício de linhas ousadas sobre uma sólida base de trabalho. Mas Ornette ia a passar e deu-lhe a beber do cálice harmolódico. Foi o primeiro guitarrista da fase de fusão do mestre. Muito tempo, por isso, levaria Ulmer até saciar a sede: o suficiente para levar a 'mensagem' até às regiões de um rock carente de sensações novas (não foi fraco o abalo aí causado pela edição de "Are You Glad To Be In America?" na Rough Trade). E para conceder ao saxofonista e inspirador o lugar de honra no momento da gravação da sua obra-prima: "Tales Of Captain Black". Depois, e já da sua lavra, viria o Music Revelation Ensemble.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
Ornette 2: A Mulher, O Filho, Os Cúmplices, Os Discípulos e Os Amantes Dele
Os Discípulos (e Cúmplices 3)
James Blood Ulmer podia ter sido um discípulo de Hendrix e Sharrock, se não trouxesse já Paul Bley e Art Blakey na bagagem. De matéria-prima não carecia para erguer um edifício de linhas ousadas sobre uma sólida base de trabalho. Mas Ornette ia a passar e deu-lhe a beber do cálice harmolódico. Foi o primeiro guitarrista da fase de fusão do mestre. Muito tempo, por isso, levaria Ulmer até saciar a sede: o suficiente para levar a 'mensagem' até às regiões de um rock carente de sensações novas (não foi fraco o abalo aí causado pela edição de "Are You Glad To Be In America?" na Rough Trade). E para conceder ao saxofonista e inspirador o lugar de honra no momento da gravação da sua obra-prima: "Tales Of Captain Black". Depois, e já da sua lavra, viria o Music Revelation Ensemble.
James Blood Ulmer podia ter sido um discípulo de Hendrix e Sharrock, se não trouxesse já Paul Bley e Art Blakey na bagagem. De matéria-prima não carecia para erguer um edifício de linhas ousadas sobre uma sólida base de trabalho. Mas Ornette ia a passar e deu-lhe a beber do cálice harmolódico. Foi o primeiro guitarrista da fase de fusão do mestre. Muito tempo, por isso, levaria Ulmer até saciar a sede: o suficiente para levar a 'mensagem' até às regiões de um rock carente de sensações novas (não foi fraco o abalo aí causado pela edição de "Are You Glad To Be In America?" na Rough Trade). E para conceder ao saxofonista e inspirador o lugar de honra no momento da gravação da sua obra-prima: "Tales Of Captain Black". Depois, e já da sua lavra, viria o Music Revelation Ensemble.
Ornette 2: A Mulher, O Filho, Os Cúmplices, Os Discípulos e Os Amantes Dele
Os Cúmplices 2
Vê-lo tocar baixo eléctrico num único concerto bastou para que Ornette compreendesse que já tinha homem a quem confiar lugar tão essencial no dispositivo harmolódico. Também não lhe escapou que tinha asas para voar por conta própria e levar a mensagem a outros territórios (que a dedução estava certa prova-o a presença de "Decode Yourself" na lista dos 50 melhores álbuns de 1985 do New Musical Express).
Vê-lo tocar baixo eléctrico num único concerto bastou para que Ornette compreendesse que já tinha homem a quem confiar lugar tão essencial no dispositivo harmolódico. Também não lhe escapou que tinha asas para voar por conta própria e levar a mensagem a outros territórios (que a dedução estava certa prova-o a presença de "Decode Yourself" na lista dos 50 melhores álbuns de 1985 do New Musical Express).
Ornette 2: A Mulher, O Filho, Os Cúmplices, Os Discípulos e Os Amantes Dele
O Filho
Denardo Coleman tornou-se baterista do grupo de seu pai aos 12 anos de idade. A sua presença viria a revelar-se do maior relevo na concretização da 'teoria harmolódica' e na génese e organização de uma linguagem eléctrica extra-davisiana. Embora menos notado, "Of Human Feelings" (1982) foi a obra-prima desta opção estética e a síntese definitiva da intersecção punk-jazz-funk. Talvez, o último genuíno momento visionário do saxofonista.
Denardo Coleman tornou-se baterista do grupo de seu pai aos 12 anos de idade. A sua presença viria a revelar-se do maior relevo na concretização da 'teoria harmolódica' e na génese e organização de uma linguagem eléctrica extra-davisiana. Embora menos notado, "Of Human Feelings" (1982) foi a obra-prima desta opção estética e a síntese definitiva da intersecção punk-jazz-funk. Talvez, o último genuíno momento visionário do saxofonista.
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