Edwyn Collins - Feeling Lucky
Diz-se que dirigiu os sobreexcelentes Orange Juice. E assim terá sido uma figura central dos anos 80. Há quem diga, mesmo, que, sem ele, Paul Haig e Roddy Frame, a Escócia não figuraria nos mapas do rock. Diz-se que começou a carreira a solo com uma obra-prima: "Hope And Despair". E um disco apenas óptimo -"Hellbent On Compromise"-, onde uma canção de Smokey Robinson -"My Girl Has Gone"- simbolizava o peso da soul na depuração da sua 'persona' musical. Dizem que, depois, perdeu um pouco o norte, apesar de ser de lá. E dizem que sobreviveu a dois aneurismas em 2005. Garante-se que não descansou enquanto não conseguíu transferir para o lado esquerdo do seu corpo tudo aquilo em que era exímio com o, desde então, paralizado. Era dextro. Isto é o que se diz por aí. Porque o que se ouve é um deus a cantar. Como a deusa perante quem se curva: Mavis Staples (70 anos de idade, celebrados, por iniciativa de Ashley Beedle e Darren Morris, no álbum "Mavis", 2010).
Nota: esta gravação não se encontra disponível no YouTube.
http://grooveshark.com/#!/s/Feeling+Lucky+Ft+Edwyn+Collins/2RdB9r?src=5
Lema
40 Anos a Desfazer Opinião
Mostrar mensagens com a etiqueta Diamantes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Diamantes. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Diamantes 5
Etiquetas:
"'Feeling Lucky",
"Low Expectations,
"Mavis",
Ashley Beedle,
Darren Morris,
Diamantes,
Edwyn Collins,
Escócia,
Mavis Staples,
Paul Haig,
Roddy Frame,
Smokey Robinson
terça-feira, 22 de julho de 2014
Diamantes 4
Hamilton Bohannon - Save Their Souls
O funk nunca foi uma prova de velocidade. Aliás, nos casos de excesso, devia haver lugar a multa. Porque privá-lo do espaço e do silêncio pode equivaler à sua anulação. E foi tempo para manifestar a sua presença que a figura mais singular da música negra de 70 lhe concedeu. O homem da Geórgia, que ficou associado (redutoramente) ao 'disco-sound' e que ergueu -a par de James Brown- as peças mais hipnóticas do funk da década de 70, esculpiu a sua obra-prima num exercício de 'slow-motion'. O qual quase se torna chocante pela forma como cada sílaba, cada nota de baixo, cada marcação rítmica adquire um elevadíssimo valor, e liberta redobrada sensualidade, no confronto com os rituais 'pré-trance' que puseram tão improvável nome no mapa.
O funk nunca foi uma prova de velocidade. Aliás, nos casos de excesso, devia haver lugar a multa. Porque privá-lo do espaço e do silêncio pode equivaler à sua anulação. E foi tempo para manifestar a sua presença que a figura mais singular da música negra de 70 lhe concedeu. O homem da Geórgia, que ficou associado (redutoramente) ao 'disco-sound' e que ergueu -a par de James Brown- as peças mais hipnóticas do funk da década de 70, esculpiu a sua obra-prima num exercício de 'slow-motion'. O qual quase se torna chocante pela forma como cada sílaba, cada nota de baixo, cada marcação rítmica adquire um elevadíssimo valor, e liberta redobrada sensualidade, no confronto com os rituais 'pré-trance' que puseram tão improvável nome no mapa.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Diamantes 3
Eden Ahbez - Nature Boy
A melhor canção autobiográfica da História? Tenha sido ditada por razões tão íntimas como celebrar a entrega incondicional à Natureza enquanto não se fazia tarde ou reviver a memória de alguém que passou a dela fazer parte porque nada é eterno, poucas vezes a música terá sido capaz de exprimir beleza e profundidade tão aptas a rivalizar com o seu próprio objecto. Conhecer a singularidade da existência errática e bucólica deste pré-hippie mais empurra no sentido da pergunta do início. E, depois de se saber que, ao cabo de voltas e mais voltas, o espírito luminoso que gerara tão bela canção foi descoberto numa tenda instalada abaixo do primeiro 'L' da palavra HOLLYWOOD, já de lá não se sai. Nota: para o conhecimento desta peça única em todo o seu esplendor pictórico, oiça-se Nat King Cole; para uma breve, mas séria, aproximação à sua verdade interior, oiça-se Jon Hassell.
A melhor canção autobiográfica da História? Tenha sido ditada por razões tão íntimas como celebrar a entrega incondicional à Natureza enquanto não se fazia tarde ou reviver a memória de alguém que passou a dela fazer parte porque nada é eterno, poucas vezes a música terá sido capaz de exprimir beleza e profundidade tão aptas a rivalizar com o seu próprio objecto. Conhecer a singularidade da existência errática e bucólica deste pré-hippie mais empurra no sentido da pergunta do início. E, depois de se saber que, ao cabo de voltas e mais voltas, o espírito luminoso que gerara tão bela canção foi descoberto numa tenda instalada abaixo do primeiro 'L' da palavra HOLLYWOOD, já de lá não se sai. Nota: para o conhecimento desta peça única em todo o seu esplendor pictórico, oiça-se Nat King Cole; para uma breve, mas séria, aproximação à sua verdade interior, oiça-se Jon Hassell.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Diamantes 2
Sarah Vaughan - Moonlight In Vermont
Há coisas que não são deste mundo mas fazem parte da nossa existência. E há outras que nasceram a nosso lado mas de que poucas vezes nos lembramos. Por vezes, juntam-se e dão-nos uma lição de vida. Que consiste em mostrar até onde pode chegar o encantamento quando os nossos objectos de fascínio se dão as mãos. Acontece pouco mas acontece. E tudo parece fluir como se as coisas fossem assim mesmo. Não são: é preciso génio para que o sejam. Não fica, no fim, a ideia -quase certeza- de que foi aqui mesmo que nasceu a expressão 'lua de mel'?
Há coisas que não são deste mundo mas fazem parte da nossa existência. E há outras que nasceram a nosso lado mas de que poucas vezes nos lembramos. Por vezes, juntam-se e dão-nos uma lição de vida. Que consiste em mostrar até onde pode chegar o encantamento quando os nossos objectos de fascínio se dão as mãos. Acontece pouco mas acontece. E tudo parece fluir como se as coisas fossem assim mesmo. Não são: é preciso génio para que o sejam. Não fica, no fim, a ideia -quase certeza- de que foi aqui mesmo que nasceu a expressão 'lua de mel'?
sábado, 5 de julho de 2014
Diamantes
Amy Winehouse - 'Round Midnight
Quando ouvimos um clássico e o comentário que nos ocorre é "já ouvi isto em qualquer lado", quer dizer que estamos na presença de alguém muito especial -sobretudo porque sobredotado na difícil arte da transfiguração.
Os diamantes são eternos? Não tenho ideia formada sobre o assunto. Mas este é.
Quando ouvimos um clássico e o comentário que nos ocorre é "já ouvi isto em qualquer lado", quer dizer que estamos na presença de alguém muito especial -sobretudo porque sobredotado na difícil arte da transfiguração.
Os diamantes são eternos? Não tenho ideia formada sobre o assunto. Mas este é.
Subscrever:
Mensagens (Atom)