Lema
40 Anos a Desfazer Opinião
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Sinais 3
Até lá, só me resta ficar na dúvida. O que for soará. E, para aquele vidente norte-americano que foi apanhado por uma locomotiva, não soou pouco. Ninguém explicou ao maquinista que há videntes surdos. Como não há gente invisual no seu ofício, a capacidade de dedução do ferroviário encartado resolveu o assunto.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Uma Maçã Por Dia...
José James - While You Were Sleeping
Tão-pouco teria procurado dissimular a sua 'verdade interior' se lhe tivesse chamado "No More Mr. Nice Guy". Porque talvez James tenha sacrificado alguma da clássica "smoothness" em nome de um registo no limiar do escatológico. Prova de coragem e não de cedência à vontade alheia. Sem sacrifício comprometedor de uma unidade estética que sempre colocou na linha da frente da sua 'persona' musical, o autor do magistral "No Beginning No End" expande, ainda um pouco mais, o campo da sua acção e junta, agora, o rock 'ao barulho' -como se soul, jazz, hip-hop e tecno subliminar não representassem, já, uma carga de trabalhos para quem tem na definição da personalidade artística a grande prioridade. De Hendrix a Nirvana, com escala em Neil Young, James dir-se-ia em manobra de aproximação a Ben Harper. Contudo, o controle da produção sonora e da expressão final, onde o toque aveludado continua a fazer a diferença, garantem unidade a um disco que, noutras mãos, não chegaria a tê-la visto.
Tão-pouco teria procurado dissimular a sua 'verdade interior' se lhe tivesse chamado "No More Mr. Nice Guy". Porque talvez James tenha sacrificado alguma da clássica "smoothness" em nome de um registo no limiar do escatológico. Prova de coragem e não de cedência à vontade alheia. Sem sacrifício comprometedor de uma unidade estética que sempre colocou na linha da frente da sua 'persona' musical, o autor do magistral "No Beginning No End" expande, ainda um pouco mais, o campo da sua acção e junta, agora, o rock 'ao barulho' -como se soul, jazz, hip-hop e tecno subliminar não representassem, já, uma carga de trabalhos para quem tem na definição da personalidade artística a grande prioridade. De Hendrix a Nirvana, com escala em Neil Young, James dir-se-ia em manobra de aproximação a Ben Harper. Contudo, o controle da produção sonora e da expressão final, onde o toque aveludado continua a fazer a diferença, garantem unidade a um disco que, noutras mãos, não chegaria a tê-la visto.
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