quinta-feira, 15 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
Quando o calor começa a dar sinais de pretender ficar, o desejo de ar livre logo ganha terreno. Não estando ao alcance de um aparelho de ar condicionado satisfazer tal pretensão e podendo os dias de férias ainda vir longe, talvez convocar um bom simulacro da 'miragem' seja, por agora, uma solução. Elizabeth Mitchell é, a um tempo, ar puro e sangue novo na música de matriz folk. Tem o saudável hábito de levar família e amigos para gravações em cuja informalidade e abertura reside, justamente, o segredo da renovação do que, por vezes, vem de longe e a consequente expansão dos horizontes do que se poderia pensar já não os ter.
Uma Trufa Por Dia...
Esta trufa avalia-se em quilates. Nem sempre anda à mão de semear; mas, com alguma regularidade, 'pinta' por aí. Diz tudo da aragem criativa que sempre distinguíu este (hoje) quase octogenário que Miles Davis não descansou enquanto não o teve a seu lado em palco. Em momentos de felicidade, tristeza, apatia ou ansiedade, será, sempre, bom bater a esta porta. Lá dentro, respira-se saudinha. E, por isso, raras vezes, um título de disco terá sido tão fiel à verdade do seu criador como "A Música Livre de Hermeto Pascoal".
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
"O Brazil não conhece o Brasil" -cantava Elis. Se não é certo que a 'sentença' alguma vez tenha correspondido, por inteiro, à verdade, na esfera musical, menos sentido faria hoje, quando vemos uma segunda figura da Bahia ser cantada por -além de Caetano e Gil- Arto Lindsay, um disco seu ser tido por imprensa de renome como o melhor do ano na... 'world music' e a sua música vitoriada por Gilles Peterson. É sobrinho de Tom Zé; mas isso não pode explicar tudo sobre a singularidade de Lucas Santtana, antigo cúmplice de Chico Science e Nação Zumbi.
Uma Trufa Por Dia...
Uma obra-prima ignorada dos anos 70. Enquanto Portugal fazia pela vida e não tinha tempo para estas coisas, as figuras de maior relevo criativo da soul procediam como se tivessem visto em 1975 o ano da sua redenção estética. Foi esse o caso, por exemplo, de Bobby Wilson. Quem?
terça-feira, 13 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
Já tem o seu tempo mas ainda se saboreia como uma maçã. Ou não remetesse para os dias áureos de uma ilustre casa de Washington. Por vezes, "let it flow" parecia ser o único princípio cultivado na mansão. Mas foi só quando os seus proprietários, Thievery Corporation, se viraram para a canção que a notoriedade lhe bateu à porta. Embora tendo deixado na penumbra gente que merecia melhor sorte.
Uma Trufa Por Dia...
Homens de Atenas (Geórgia, EUA). E se a primeira pessoa que tocou R.E.M. numa estação de rádio local tivesse pegado no disco ao lado? Estaríamos, hoje, ainda, a celebrar um grupo com o sintomático nome de The Side Effects, enquanto alguns activistas do 'digging' começavam a agitar as águas pela descoberta de um curioso álbum chamado "Murmur", gravado por um quarteto com um nome demasiado estranho (qualquer coisa relacionada com o sonho) e desconhecido de toda a gente?
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
Há uma nova ordem estética associada à 'canção de autor'. Não terá nascido de geração espontânea mas, de igual modo, dispensou o recurso a métodos sofisticados de conceptualização. Esta música também teria acontecido sem Cassandra Wilson ou Bjork. Porque não é mais que um espelho do mundo actual. Quer dizer que atributos do músico, memória colectiva e os materiais disponíveis são os principais ingredientes desta arte conjugada na primeira pessoa do singular (mesmo quando tem o mundo inteiro, e a sua História, no espírito). Tal é o caso da argentina Juana Molina, notável esteta e filha de Horácio Molina, lenda do tango.
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