segunda-feira, 5 de maio de 2014
Uma Trufa Por Dia...
Em 1971, foi chamado a substituir Curtis Mayfield, como voz principal de The Impressions. Mas, depois de já ter sido cúmplice de Donny Hathaway no clássico "The Ghetto", foi a solo que o músico de New Jersey elevou à condição de paradigma a nova estética, misto de crueza e de luxúria, resultante do nascimento de uma clásse média negra. É a ponta de um vastíssimo iceberg, merecedor de minuciosa investigação.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
Talvez não saísse um álbum tão arejado da Califórnia desde os dias dos Sons And Daughters Of Lite. Um sumptuoso banho de imersão na verve melódica, na frescura rítmica, na invenção orquestral e na ambiguidade pop-soul-funk de um adepto de Dexter Gordon com uma boa história para contar -Dexter Story. The Life Force Trio, Mark De Clive-Lowe e quem mais veio por bem ajuda à festa. Onde também há lugar para o silêncio.
Uma Trufa Por Dia...
Embora o nome se referisse a uma variante de 'babysitting' então em voga, não seria tal inadequação de pormenor a impedir dois casais vindos a público como Au Pairs de elevar, ainda mais, a fasquia da época de ouro da pop britânica pós-punk (ou, talvez, pós-PIL). Um par de álbuns de antologia: Playing With A Different Sex e Sense And Sensuality (este, com o ocasional, mas inestimável, apoio da secção de sopros dos Pigbag).
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Uma Maçã Por Dia...
O mundo está a ficar pequeno. Que Myron seja de L.A. e E de New Jersey, nada tem de estranho. E que The Soul Investigators vivam na Finlândia e respirem soul-funk, idem aspas. Noutros tempos, já não seria um facto tão comum (embora distante da 'sci-fi') que o duo norte-americano e o grupo de apoio de Nicole Willis, no extraordinário "Keep Reachin' Up", se tivessem juntado para gravar um disco. Em suma: mais um dia no Planeta -caso não tivesse sido marcado pelo nascimento de um dos melhores filhos de 2013.
Uma Trufa Por Dia...
A revolução 'minimalfunk' viria depois. Mas, porque ainda exalam hoje a frescura do primeiro dia, peças como "To Each...", "Sextet", "I'd Like To See You Again" e "Force" alimentam a ideia de que -se calhar- os diamantes são, mesmo, eternos. Antes desses feitos maiores, não havia alma que não se julgasse na presença de uma 'simples' versão musculada dos Joy Division. Nem Tony Wilson -o brioso boss da Factory-, que os recrutou pela extraordinária razão de que lhe traziam à memória os Pink Floyd de "More". Quando estava longe de supor que tinha nas mãos o melhor grupo britânico do pós-punk.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Uma Maçã Por Dia...
Andrea Benini é o 'mastermind'. Groove? Jazz? Lounge? Decerto. Mas música feita, sobretudo, a pensar em quem vier a seguir. Ainda que erguida sobre a sabedoria do que já lá vai. Do país onde veio ao mundo (quase) tudo que começa e termina por groove (investido -nos idos de 60 e 70- da 'inócua' tarefa de juntar tempero auditivo ao cinema policial e porno). Dois 'visiteurs du soir': Anthony Joseph (voz) e Fred Wesley (trombone).
Uma Trufa Por Dia...
Se a liberdade estética se medisse aos palmos e o sentido de rumo ainda sobrevivesse no fim, ninguém bateria esta 'ninhada' -como Pigbag, Maximum Joy e Mark Stewart & The Maffia- do lendário Pop Group. Gareth Sager, Mark Springer, Sean Oliver, Bruce Smith, Neneh Cherry (nos 'late teens') e demais 'malfeitores' num momento único em que toda a música foi tratada por igual e reinventada sem concessões.
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